"Hello, Darkness, My Old Friend".
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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Loas.

Gente! O Diário de um PREX ganhou um artigo inteirinho no Blog de Altaneira. Não vou colocar o endereço aqui na postagem, se você quiser passar lá (e eu indico), basta clicar no link ao lado, nas minhas recomendações.
Foi a primeira vez que fui assim citada e recomendada. Senti uma vontade irrefreável de escrever um artigo especial para o administrador do Blog de Altaneira. E o fiz, na Biblioteca lotada onde era quase possível tocar a azáfama e a urgência dos estudantes às portas das avaliações bimestrais.
Antes de publicar este artigo, enviei o texto para a aprovação do tal administrador do Blog que me citou; ele gostou, a publicação está autorizada.
(Achei melhor perguntar antes se podia ou não podia postar, ele é advogado, vocês sabem como é essa gente).
Eis o que escrevi:

Doutor, Doutor... Não queira me fazer chorar, olhe que eu já estou à beira da desidratação. Não poderia deixar de registrar uma das maiores alegrias relacionadas ao meu dramático Projeto Experimental: a visita, leitura e elogio recebidos de Raimundo Soares Filho. Não farei maiores apresentações, seria preciso dizer muito sobre este senhor - e a postagem ficaria longa demais e cansativa.
Sinceramente, eu não mereço nenhum dos louvores que ele tece a meu respeito, muito menos um artigo só para mim no blog (excelente) dirigido por este advogado caririense. Blogueiro; twiteiro; fundador de moto clube; casado com uma das minhas mais competentes ex-professoras; pai da Alana (que também estuda Comunicação); para mim, eternamente, Doutor: assim ouvi tantas pessoas se referirem a ele, assim passei também a designá-lo.
Meus cinco sentidos são tarados pelo Nordeste. E este é um dos motivos que fazem com que eu me orgulhe desse homem e de receber sua aprovação.
" - Seja lá o que você pretenda fazer, seja qual for o seu sonho - que seja pela sua terra. Você é daqui" - assim já disse tantas vezes minha mãe, para mim e para muitos outros. E eu sei o quanto o Nordeste precisa de gente que pense dessa maneira. E assim é você e a sua família inteira, Doutor, seria até injusto não estender o louvor aos demais. "Faça pela sua terra, minha filha", diz Mãe, e vai ganhando adeptos.
Há muito tempo eu já devia ter cometido estas palavras. Atraso que podemos desprezar, já que o tempo passado só fez aumentar o meu apreço pela sua figura.
Temo que este artigo não chegue para fornecer a medida da minha admiração, nem do quanto sou grata pela alta conta em que você me tem. Afinal, sou só uma aprendiz, sei muito pouco e de menos ainda me sinto capaz.
Mesmo assim, tentei, espero ter acertado. Não por méritos próprios - estes pouco significam. Mas por você, que entenderá minha intenção.
E era isso.


Era isso, leitores. Era isso, Doctor.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Novos Olhos

Hoje, quando cheguei à Faculdade, fui para a Biblioteca ler uns versos do Fernando Pessoa (um dos meus poetas preferidos, nem podia ser diferente). Li e reli poemas de que eu já gostava há muito tempo, aos quais, desta vez, consegui emprestar nova significação. Estou passando por tanta coisa... Tinha razão o filósofo quando disse que não se entre duas vezes no mesmo rio. Li isso em "O Mundo de Sofia", nas últimas férias. Só agora entendi realmente.
Mas o que eu queria dizer era que, na Biblioteca, conversei um minutinho, quase em camaradagem, com a atendente. Elogiei o novo corte de cabelo dela. Justo eu, que sou tão fechada. Que procuro sempre ocupar o mínimo possível do espaço dos outros, desejando apenas que ninguém se insinue no meu. Também nisso sou egoísta.
E, como eu ia dizendo, conversamos, a atendente e eu. Depois das minhas últimas provações, eu me preocupo com as pessoas. Zelo por elas. Sorrio, mesmo no aperto das conduções, na pressa das ruas. Agora eu sei muito bem o que é ter a certeza de que ninguém está nem aí para os seus problemas. Que ninguém está disposto a te ajudar, pois todos têm mais o que fazer da vida.
Enquanto a atendente falava do cabelo novo, eu me dei conta de que ela sempre havia sido tão simpática comigo! Quando a máquina lia minha carteirinha e meu registro aparecia na tela, ela me chamava pelo nome, sempre sorrindo, prestativa. Eu, a secura de sempre. (Reconheço, mãe!). Hoje, depois de longos períodos tendo a honra (agora eu sei disso) de ser atendida pela bibliotecária, conversei com ela pela primeira vez. Só um minutinho, claro, o trabalho dela não permitia mais.
E essa prosa tão curta fez uma diferença substancial no meu dia. Nunca tinha me ocorrido que gestos assim pequenos (desculpem pelo clichê, é inevitável) fazem tanta diferença. É dentro de cada um que todas as mudanças devem começar. Foi preciso esbarrar no PREX, tremer de medo e aflição, roer as unhas e chorar (não o choro simples, e sim aquele choro que dói) para perceber que eu estava deixando de aprender coisas importantes que não constavam da minha matriz curricular.
Eu já disse que não sou mais a mesma pessoa?